agosto 31, 2010

Não esqueceremos

É preciso acreditarmos mais em nós. Acreditarmos que tudo isto é um percurso, um tanto ou quanto complicado, mas que é necessário fazer. É necessário porque estamos presos às amarras da ignorância, no fundo da caverna de Platão e o que vemos são só e apenas sombras. Todavia conseguimos saber que há algo mais do que isto, que ísto não é nem pode ser o melhor que podemos ter. E é por isso que lutamos, e é por isso que sacrificamos a nossa própria pessoa, e é por isso que choramos quando o mundo nos vira as costas. Nós sabemos que não é fácil. Nunca foi. Nem nunca será. O vencedor morrerá sempre sozinho, mas rodeado de tanta gente que a cegueira não fez esquecer.

Democracia a mais cria uma espécie de anarquia, não?

MFG

agosto 29, 2010

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Palavras para quê?

"O traidor há-de pagar"

MFG

agosto 22, 2010

CAMARADAgem

Um brilho.
Um momento.
Um olhar.
Uma curva mais apertada.
O calor a bater na pele.
A maré que estava baixa de manhã.
E que já não estava à tarde.
O som dos martelos.
A enxada na mão.
Os risos cúmplices.
A camaradagem.
As pinturas.
A água que escorre nas nossas faces.
É a Festa, camaradas!
É a Alegria, camaradas!
É o Comunismo, camaradas!
É a Festa do Avante 2010!
Mais um ano em que ninguém nos conseguiu derrubar.

Hasta la victoria siempre!

agosto 08, 2010

um pensamento

Acho que não vale de nada: exijo demasiado das pessoas para depois me desiludirem como todas as outras. Talvez tivesse valido mais não exigir nada delas. Talvez assim, pudesse iludir-me sem medo de me desiludir a seguir.

MFG

pequena dor


A tua pequena dor
Quase nem sequer te dói

É só um ligeiro ardor
Que não mata mas que mói
É uma dor pequenina
Quase como se não fosse
E como uma tangerina
Tem um sumo agridoce

De onde vem essa dor
Se a causa não se vê
Se não é por desamor
Então é uma dor de quê?
Não exponhas essa dor
É preciosa é só tua
Não a mostres tem pudor
É o lado oculto da lua

Rui Veloso, uma enorme vénia :)

agosto 06, 2010

o risco


Não há nada melhor que pisar o risco. Nem nada pior.
Nem nada melhor do que não ter de/nem querer provar nada.
Deixem-me ser livre, por favor.

 MFG

                                                                                                                         

do meu próprio engano

A saudade que sinto não passa de um engano, um engano feito por mim própria. Sem este engano, a vida passaria na mesma. Da mesma forma. É por isso que tenho a maior culpa em tudo isto. Eu enganei-me, não foste tu que me enganaste. Tu só fizeste o teu papel. E eu perdi por tentar não fazer papel nenhum, por tentar ser sempre eu mesma. Agora só quero deitar isto para trás das costas, lá bem longe no tempo. Não temo nada que venha, não temo o que virá. Não temo porque já pouco ou nada tenho a perder. Na realidade, tenho tudo a perder e, é mesmo isso que me magoa.
Que me atormenta. Que faz com que, à tua semelhança, minta para mim mesma,me convença de que o mundo é o que vemos e não tudo aquilo que ainda não conhecemos.

MFG

agosto 04, 2010

?

Vou ou não vou?
Talvez não vá porque não te tenho aqui. E talvez não vá porque ainda não sei até onde quero ir.
Acho melhor esperar mais um pouco. Mais uns tempos. E fazer tudo com calma. Devagar. Já chegou morrer uma vez, não sei se aguentaria outra.

" A minha paixão por ti era um lume que não tinha mais lenha por onde arder."
Rui Veloso

agosto 02, 2010

(L)


Ciclo

Inspiro profundamente. Sei que agora já é tarde. Levantei-me cedo demais, caminhei devagar de início e depois mais celeremente. Caí. Deste-me a mão de novo. Não a quis. Deste-me mais uma vez a mão. E eu recusei mais uma vez. Saíste de cena.
Expirei a medo. Sei que agora já é impossível. Fui orgulhosa, não soube dizer o que sentia. Quis levantar-me, mas não havia nenhuma mão que me puxasse para cima. Nenhum olhar que me perseguisse. Fui tentar buscar forças a mim própria. Achei-me vazia. Mas vazia me consegui erguer.
Voltei a respirar. Respiração calma. Compassada. Devagar. Sem receios. Dei um passo agarrada ao corrimão dos sonhos, subi um degrau da escada da eternidade. Ao subir o segundo... caí. E ao cair, voltei a inspirar profundamente e começou tudo de novo, tudo do princípio, como aliás, sempre me tem acontecido.

MFG

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