CUBA
Onde o sonho acontece,
Onde a magia é real,
Onde a dança vive em cada um,
Onde serei eternamente feliz.
VIVA CUBA!
É inevitável existir um pouco de esperança de um oásis no meio do deserto. No meio do deserto onde estás sem que te apercebas. Sem que mais alguém entenda que és apenas mais um passageio cheio de sede, prestes a morrer por uma gota ínfima de água. Perdoa-me o eufemismo. Tu estás prestes a morrer pela ideia de água. E já não é uma ideia metafísica e abstracta, mas concreta e real. É esta a verdade. Tu és um caminhante com olhos de mel quando o mel já deixou de ser doce. És um caminhante exasperado, que não se faz de rogado, que grita e que finge. Que se faz condizer com o deserto em que se encontra. Também o deserto finge que te não ouve, como tu finges não ouvi-lo. Mas ambos se ouvem um ao outro. Ambos anseiam ansear o mar em vez de um rio, um rio em vez de um lago, um lago em vez de uma poça, uma poça em vez de um copo de água, um copo de água em vez de uma gota, uma gota em vez da ideia, uma ideia em vez da realidade nua e crua da fraca existênciapor não existir nada de verdadeiro.