fevereiro 28, 2010

CUBA



CUBA

Onde o sonho acontece,
Onde a magia é real,
Onde a dança vive em cada um,
Onde serei eternamente feliz.

VIVA CUBA!

fevereiro 26, 2010

Querida Professora

Querida Professora,

As coisas não estão fáceis por aqui. E por aí? Tantas vezes me lembro de si. Era diferente de todas as outras pessoas. ( ...)

Só teu

"És incrível... Escrevo isto após ler o que escreveste. Gostei mais do que te poderei aguma vez mostrar ou fazer sonhar. Foi perfeito pegar naquele humilde papel dobrado e após lê-lo senir-me vergado pelo sentimento que se apoderou de mim. =) (...) também sou teu. Não vou usar palavras de Homens maiores que eu, pois eles nunca encontraram uma companheira de alma como tu. És simplesmente tu. E maravilhosamente tu. Admiro as tuas crenças e a maneira como desembaínhas a tua alma, delgada com sede de justiça e com um brilho enternecedor, para te interpores entre tudo o que possa ser uma ameaça ao que tu acreditas.(...)"

Dentro das partes interligadas de um sonho reside um pouco da realidade nua e crua. Essa diz-me que devo seguir em frente, não olhando para o que já se passou, considerando isso como alucinação da minha cabeça. Considerando que devo analisar isto friamente, pensando que foi o que tinha de ser.
O sonho diz-me coisas diferentes. Diz-me que houve segundos em que eu soube que era um sonho. Pequenos segundos em que eu soube que havia realmente uma possibilidade de sonhar. Sonhar de novo e desta vez, ainda mais alto. Era um fascínio incomensuravél, uma determinação de cada pedaço do rosto daquele milagre a acontecer, uma porção de magia distinta das outras, sem preocupações por saber impossível o retorno positivo. Sem medo, sem reconsiderar tudo o que se estava a passar. Até que entendi. Entendi, porque vi uma vez. Vi outra. Contaram-me outra. E contaram-me outra. Comecei a ver sinais. A pensar em palavras. Em momentos. Naqueles segundos. E senti-os absolutamente falsos. Senti-me usada, sabes? E a culpa não é tua como disse. Aquilo a que ousaste chamar cliché. A culpa é minha por ser inocente. A culpa é minha por sonhar com a realidade utópica da sinceridade. A culpa é minha porque sabia do fosso à minha frente, mas a ambição de atingir o horizonte me deixou cair. E eu fui andando, sabendo que ia cair. Só que não queria pensar. Foste tu quem me ensinou isso, lembraste? Só que quando caí, caí para sempre. E eu ainda te sinto, ainda me lembro das particularidades que tinhas, ainda me lembro da tua voz perto de mim. Eu lembro-me porque tu não eras mais um, apesar de o seres. Mas eu era só isso, mais uma. "Também sou teu", disseste tu. E eu a desejar que dissesses: Sou teu.

MFG

Mais uma vez

Agora?
O que queres de mim agora?
Depois do fim queres um novo início?
Depois das palavras e do silêncio queres um silêncio novo com palavras perfeitas e unificadas?
Agora? Depois de tanto tempo?
Depois de eu ter cada vez mais a certeza de que nunca te poderia ter dito o que afinal, acabei por nunca dizer?
Agora?
Depois do céu voltar a clarear, voltaste?
Achas, porventura, que és o meu cavaleiro andante?
Que sou um modelo de borracha com o qual podes jogar sem pensar, sem ferir, sem querer, sem vontade, sem fim, sem nada?
 E agora?
O que querias?
Um sorriso e um abraço como dantes?
Querias uma conversa sentida e verdadeira depois de me mentires?
Depois de toda essa falsidade?
Se era isso que querias, não o obtiveste. Mais uma vez. Mais uma vez não conseguiste, não atingiste o que desejavas ter. Mais uma vez não te dei esse gozo, não te abracei, não te pedi desculpa, não te disse nada do que sinto. Rigorosamente nada. Limitei-me a ser fria e distante como se nada me incomodasse. E depois abracei alguém que valia realmente a pena. E saí de novo do abismo. Da próxima vez que te lembrares de mim, esquece-me de vez. Eu não sou como as outras. Tu não és como os outros. Mas eu sentia. Tu não. O que nos uniu um dia, acabou por nos separar.

MFG

fevereiro 17, 2010

Nas asas do tempo

Letras paradas nas asas do vento.
Letras tristes e longínquas.
Numa cidade sem tempo, onde voa o pensamento da loucura a acontecer.
Letras deveras sombrias que espiam um novo beijo rogado, num mar imensamente molhado, onde predominam as heranças de vestes de seda, fruto puro da imaginação, onde cabem mágicos e sonhos na palma da mão.
Onde há palavras distintas como um sinal divino entre a vida e o destino, que soam como um hino, um hino ao passado que não passou ainda.
E tudo se desenrola sem começo, meio ou fim.
Mas quem é mais do que o tempo?
Quem é maior do que o tempo que trouxe as palavras?
As letras, também elas mero fruto da imensa paixão, também elas um beijo rogado, neste mar imensamente molhado, se deixaram quebrar.
Como o barco que naufragou em alto-mar e por isso, não chegou ao cais.
Como o traunseunte inconveniente que incomodou uma conversa importante.
Assim o tempo decidiu sair dos eixos.
E deixar-nos confusos, sem saber se agora é tarde demais, ou se afinal não.
Sem saber quantas vezes mais o silêncio se vai fazer sentir, e vai gritar como o coração grita sem ninguém o ouvir.


MFG

fevereiro 15, 2010

J.L I


A cidade está vazia. Só oiço os ecos das cores que hoje são simples tecidos negros espalhados ao vento. A cidade é pequena. E as nossas almas são grandes. Díspares, mas ambas enormes. E nos intervalos entre o vazio e o silêncio iniciamos outra das nossas conversas. Conversas hipotéticas. As do costume.
- Achas que algum dia vamos sair daqui?
-Sim, sair, havemos de sair.
-Mas ilesos? Ou magoados?
-Magoados, óbvio.
-Porque achas isso tão óbvio?
É a nossa sanidade mental, ora bolas.
É a nossa parte psíquica.
É o nosso mundo. Porque é que não podemos sair ilesos dele?
-Porque isso não era viver. "Ninguém é quem queria ser".

É um pequeno pedaço do que vou construir ainda. Vai demorar um pouco, mas é com o tempo. Também preciso de conhecer um pouco melhor esta cidade. O tempo vai sempre mostrar-nos um lugar ainda mais calmo. Um lugar mais nosso. E o meu silêncio é o agradecimento mais ténue e imenso de uma verdade ainda por desvendar. De uma magia que é haver pessoas que são maiores e melhores. Ainda.

MFG

fevereiro 14, 2010

A casa

Os dias passam aqui. Aqui dentro de mim. As horas são pedaços cortados de ti. Aqui dentro de mim. As noites vêm. Aqui dentro de ti. Os segundos são infímas partes do que foi. Aqui dentro de nós.
Caiu mais uma folha da árvore que nos guiou. Da que jurou manter-se sempre de pé de fronte à casa que construímos. Como uma simpática guia turística para o nosso cantinho, para o nosso pequeno espaço. Atenciosa e disposta a receber qualquer pessoa, provida de qualquer tempo para viver, com diferentes razões para ter vindo. Caiu outra folha da árvore que sempre nos guiou. E acho que ouvi o som de uma guitarra. Lá bem ao longe. Uma balada. Um som suave, mas simples acessório desta dor que se alastrou. Porque é que caiu outra folha? Por detrás dela vejo o valor que têm as memórias. É isso que fica do que fomos. E também do que seremos. Apesar de cairem folhas na realidade nua e crua que nos enclausurou, eu vejo a árvore que via, aquela que estava de fronte à casa que construímos, num ribombear de dias que se colavam à maravilha da solidão acompanhada, à faceta extraordinária escondida em cada par de olhos apaixonados. É isso que vejo na árvore donde caiem as folhas, as folhas discretas que nos foram momentos, que nos fizeram existir. Caiu mais uma. E agora a árvore está nua e vazia. Como eu. Como tu. Mas não como nós, não como a casa que construímos de fronte da árvore.
E o som da guitarra, ao de longe, tocou infinitas notas, infímas partes de mim. Discretas partes da vida que me assolou, que eu não pude escolher, mas que aceitei. E apareceu uma sombra. Talvez a sombra da próxima árvore, da próxima memória, da próxima que eu irei ser. Para a qual estou preparada. Para a qual toda e qualquer vida me preparou, aceitou e quis. Conseguindo atingir hoje até que ponto já nenhum de nós sabe a idade. A idade. O tempo. E a memória. Só a memória prevalece.

MFG  

fevereiro 11, 2010

:)

Sabe bem ajudar os outros. Espero tanto que aconteça o que sei que os fará felizes. Eu estou feliz por estarem felizes. Vou ficar radiante porque sei que irão ficar radiantes. Eu sinto o que sentem, so what? I'm happy 'cause they're happy! É tão simples este sentimento, tão puro, tão genuíno, que sinto que renasci um pouquinho hoje. E aprendi mais umas coisinhas. Mais umas noções do que é o amor. Aprendi o que já tinha esquecido. Amar é de longe o melhor dos melhores. Dos sentimentos. Dos ideais. Das verdades. Eu amo poder saber tudo isto. Amei poder ter sido um pouco, uma ínfima parte desse vosso mundo. Espero que o mundo continue. Agora são só as estrelas que podem caminhar convosco. É uma questão de paciência, tranquilidade, carinho e paz. E amor. E amor. E amor.

MFG

fevereiro 06, 2010

fragmentos abstractos

Tenho saudades tuas.. Achas que posso dizer isto? Gostava de não ter de o dizer para que o soubesses. Hoje o céu parecia o mar. Como da vez em que nos deitámos no chão, enquanto tu simulavas que estavas a cantar e eu te via a magia. E eu te despia a magia. E era tanta. Nesse momento entendi o quão diferente tu eras. E és. E sei que serás sempre. És um pedaço de perfeição que teve oportunidade de se tornar, apenas, mortal. Só e apenas mortal.



Tenho tanto para te explicar .. Será que ias entender? As palavras são mentira quando abandonam a minha alma. E o sentimento enovoa-se, dissipa-se, divide-se. E a emoção é fabricada, embora para os outros pareça verdade pura. Mas eu acho que a verdade pura só existe mesmo dentro de mim. Sou o “cavaleiro andante” de mim mesma. A minha própria traição. A minha própria falsidade.


Tenho (tinha) tanto mais para te mostrar .. Será que conseguirias ver? Almejo ainda uma quantidade de coisas por alcançar, até pela própria humanidade. Mas sei que cada um de nós constitui a totalidade, constitui o “todo”. No entanto, há outros, como tu, que são mais do que mera unidade diferenciada. Representam a união entre as unidades que, apesar de aglomerarem em si uma magia indiscutível, ao não se darem conta disso, se perdem e se isolam. E tu, unes todos esses fragmentos em instantes sinceros, em instantes abstractos, em instantes emocionais.


Tenho saudades tuas... Gostava de to dizer para entenderes que o sinto. Projecto uma mentira para o exterior que representa a verdade mais pura dentro de mim. Eu sou-me. Por isso, sou mais verdadeira ao te escrever, minha união, porque a verdade das palavras se perde ao entrar em contacto com pormenores, superficialidades tipicamente humanas. Sei que já nada era preciso. Mas, hoje, senti um ataque de melancolia demasiado grande. Fazes-me muita falta. Depois de me unires a mim mesma, o nosso fio será ainda mais forte. Ainda mais verdadeiro. E, por isso, ainda mais abstracto.

P.s: As coisas poderiam ser diferentes se fosses diferente. E se eu tivesse sido para ti realmente diferente de todas as outras.
MFG

29/12/09

Canta Camarada!



Vou continuar a cantar eternamente. E a acreditar que é possível, não é utópico como muitos proferem aos "sete ventos".

TOMAR PARTIDO

Tomar partido é irmos à raiz
do campo aceso da fraternidade
pois a razão dos pobres não se diz
mas conquista-se a golpes de vontade.

Cantaremos a força de um país
que pode ser a pátria da verdade
e a palavra mais alta que se diz
é a linda palavra liberdade.

Tomar partido é sermos como somos
é tirarmos de tudo quanto fomos
um exemplo um pássaro uma flor.

Tomar partido é ter inteligência
é sabermos em alma e consciência
que o Partido que temos é melhor.

Ary dos Santos

Filipe Pinto



Excelente cantor. Postura impressionante. Versatilidade incontestável.
Capacidade de se alterar completamente em palco.
Sim, é diferente de todos os outros, e então?
Espero que ganhe. E se não ganhar, para mim já ganhou.
"E pudesse eu pagar de outra forma.."

MFG


No meio do deserto

É inevitável existir um pouco de esperança de um oásis no meio do deserto. No meio do deserto onde estás sem que te apercebas. Sem que mais alguém entenda que és apenas mais um passageio cheio de sede, prestes a morrer por uma gota ínfima de água. Perdoa-me o eufemismo. Tu estás prestes a morrer pela ideia de água.  E já não é uma ideia metafísica e abstracta, mas concreta e real. É esta a verdade. Tu és um caminhante com olhos de mel quando o mel já deixou de ser doce. És um caminhante exasperado, que não se faz de rogado, que grita e que finge. Que se faz condizer com o deserto em que se encontra. Também o deserto finge que te não ouve, como tu finges não ouvi-lo. Mas ambos se ouvem um ao outro. Ambos anseiam ansear o mar em vez de um rio, um rio em vez de um lago, um lago em vez de uma poça, uma poça em vez de um copo de água, um copo de água em vez de uma gota, uma gota em vez da ideia, uma ideia em vez da realidade nua e crua da fraca existênciapor não existir nada de verdadeiro.
Qualquer coisa em vez desses olhares em teu redor que te fazem ser uma personagem no meio de um deserto ( que só eu vejo), mas ao mesmo tempo, uma personagem no meio do universo (que só tu vês).


MFG

fevereiro 03, 2010

Escravo da alegria





"Eu que andava nessa escuridão
De repente foi-me acontecer
Me roubou o sono e a solidão
Me mostrou o que eu temia ver
Sem pedir licença nem perdão
Veio louca para me enlouquecer
Vou dormir querendo despertar
Para depois de novo conviver
Com essa luz que veio me habitar
com esse fogo que me faz arder
Me dá medo e vem me encorajar
Fatalmente me fará sofrer
Escravo de alegria, hoje em dia minha gente
Isso não e normal
Se o amor é fantasia
Eu me encontro ultimamente em pleno carnaval"



Poema de Vinicius de Moraes
Querendo ser tudo, não sendo nada
Vivendo no interior de uma ilusão
Que é o exterior de uma realidade.
Continuando um caminho árduo,
Sem desistir de cada pedaço,
De cada parte do caminho,
De cada pérola ainda por descobrir.
Dando pouca relevância a pormenores
Sem importância alguma.
Sendo eu e tu sendo tu mesmo
E como sempre, depois
Da tempestade vem a bonança.
E como sempre, depois
Do mau vem o óptimo.
E como sempre, depois
Do que poderia ter sido vem o que será.

E o que será será, pelo menos,
Verdadeiro. E como para mim
O menos é mais, será mais.
Mais do que tu tens para dar.
Mais do que tu alguma vez deste.
Mais do que tu tens para me dar.
Mais do que tu alguma vez me deste.

Hoje vivo apaixonada pela possibilidade
De me apaixonar. E apaixonada pela
Realidade que é ter-te esquecido.
De asas abertas para poder voar,
Esperando o tempo que for preciso
Por alguém que veja em mim o que
Eu sei que há
Por alguém que transforme névoa em Sol
Por alguém que esteja apaixonado
pela possibilidade de se apaixonar.
Mas de se apaixonar pela diferença
De ser diferença e de existir diferença
E pela diferença de, mesmo quieto,
Iluminar todo o mundo.
Por alguém que tenha o mundo todo
Consigo mesmo,
Mas que não precise do mundo todo
Consigo mesmo,
Porque ele é o mundo todo.
(Ele, mas não tu!)





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