É difícil imaginar um contexto pior do que este. É lá fora, é cá dentro e é no espaço entre um e outro. Onde tudo se passa. Onde tudo morre. Onde tudo renasce. Onde tudo se inspira. Onde tudo acaba. Para sempre. Também sei que não vou conseguir entrar dentro de ti outra vez. Não vou conseguir buscar-te e encontrar-me. Não tenho de o conseguir. Não devo consegui-lo. Custa-me imaginar como isto chegou a "isto". Como aquilo se transformou "nisto". E o porquê também me custa. Fundamentalmente o porquê. Desagrada-me saber que mentes, que te iludes, que te escondes. Mas desagrada-me mais ainda saber que me mentes, que me iludes e que te escondes de mim.
MFG