novembro 30, 2009

Debaixo da chuva

Chega perto de mim,
E diz-me quanto disto é real.
Quero saber como viver.
Até onde vou, até onde sou,
Até onde tudo isto é o ideal.

Se não souberes o que dizer,
Cala-te e escuta comigo o silêncio.
O tempo lá fora morreu.



O tempo aqui nasceu, renasceu.
E será sempre tempo.
O tempo meu e teu.

O mundo não vai querer saber.
Vai fingir que sabe o que senti
Como se eu fosse um simples livro aberto
E tu o escritor que o escreveu.
Como se eu fosse uma simples pintura
E tu a mão que a pintou.
O mundo jamais saberá
O quanto o tempo connosco partilhou.


MFG

1 comentário:

  1. E a minha cara amiga ainda dizia, muito modesta, que não se dava bem com a poesia, hein? :) Gostei muito da temática, mas mais da maneira como utilizaste aí o tempo... Dá para sentir-te, e é isso que o torna tão genuíno e bom. Continua a poetizar, que eu gosto :D

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