março 22, 2010

A uma grande amiga

A uma grande amiga,
Que hoje já não tem nome,
Ou então sou eu que não me lembro dele.

Antes tinhas nome, porque te tinhas a ti própria.
E eu dantes tinha-te. Ou pelo menos achava que te tinha.
Se te perdi, é porque nunca te tive. Será?
Ou será que tu te enganaste no caminho?
Talvez tenhas seguido o caminho errado..
Ou então fui eu..
Mas eu jamais me cansaria de ti, ao
Contrário do que parece ter acontecido contigo.

A uma grande amiga
Que hoje já não tem cor,
Ou então fui eu que esqueci os pincéis para a pintar.

Antes tinhas uma cor enormissíma,
Ninguém precisava de dizer.
Era puro, verdadeiro e claro.
Claro como a água. Límpido.
Será que descoloraste? Ou foi a minha alma
Que ficou, estranhamente, sem cor?

A uma grande amiga
Que já não conheço, mas que não queria,
Não quero, mas acabei por perder.

Apesar de longe, ainda me lembro dos detalhes tão próprios de ti, minha amiga
MFG

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