dezembro 18, 2010

Who are you?

Dia a dia olho-te e penso no que serás. Penso se serás o que me parece que sejas ou se serás exactamente o oposto. Serás o céu limpo e calmo? Ou serás o céu nublado e revolto? Penso se serás o que, no fundo, sou eu. Serás o mar agitado numa noite calma? Ou um mar calmo numa noite agitada?
Em cada noite penso em ti. Penso numa fórmula miraculosa que me permita conhecer-te na realidade. Conhecer-te como és realmente e não como eu desejo que sejas. Uma fórmula que me permitisse descobrir até que ponto somos seres tão erróneos que pomos nos outros os nossos desejos mais íntimos em prol da real compreensão do seu ser tão singular. 
Por isto, dia a dia, olho-te. Olho-te para que não saibas que te olho e não mudes o teu olhar ao saberes que te olho. Quero que sejas mau se assim o fores. Quero que sejas bom se assim o fores. Não quero que sejas mau por saberes que te olho. Ou bom por saberes que te avisto. Quero que erres porque simplesmente erras e não para que eu te console por teres errado.
Quero discernir isto tudo e de preferência antes do que sinto acabar. Antes que a minha vontade de te entender acabe, termine, se desvie, resvale para outros caminhos. Antes que o meu coração bata por outros motivos.
"Nunca parto inteiramente", pois fica sempre parte da vontade de te entender. Fica, porque essa vontade fica "presa à nascente", fica no sítio onde começou, onde nasceu. Mas, inevitavelmente, irá o resto, o quase tudo mas que não é tudo, mas que só eu entendo que não é o todo, pois aos outros passa despercebido. Por isso, não te refugies na amargura de não saberes quem és, deixa a racionalidade de lado, pega nela e põe-na numa gaveta, fecha-a a sete chaves e perde-a ou então dá-ma ( pois eu juro que a vou perder) e vem. Vem de vez, porque desta vez, eu vou partir.

MFG

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