E as rosas ficaram bastante arreliadas.
-Vocês são bonitas, mas vazias - insistiu o principezinho. - Não se pode morrer por vocês. Claro que, para um transeunte qualquer, a minha rosa é igual a vocês. Mas, sozinha, é muito mais importante do que vocês todas juntas, porque foi ela que eu reguei. Porque foi ela que eu pus debaixo de uma redoma. Porque foi ela que eu abriguei com o biombo. Porque foi a ela que eu matei as lagartas (menos duas ou três, por causa das borboletas). Porque foi a ela que eu ouvi queixar-se, gabar-se e até, às vezes, calar-se. Porque ela é a minha rosa.
O principezinho
É preciso ter paciência para ter tempo para guardar um pouco mais de nós no outro.
A vida não pára para nos sentirmos no outro devagar, lentamente, em cada poro.
E a nossa alma não é estanque. E o nosso sangue não circula sempre da mesma forma.
E o Mundo passa rápido demais quando queremos que pare. E passa lentamente quando queremos que passe veloz.
É preciso calar a dor e sermos superiores ao que somos. É preciso voar mais alto dentro de nós mesmos.
O Mundo é grande, mas nada será maior do que nós. Eu sei que finjo que não me importo que o tempo passe. Mas importo. Porque o que passa, não voltará jamais.
(...)

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