É tarde. É realmente tarde, porque eu já não sou aquela rapariga ingénua, aquela mulher imatura que tu agarravas levemente e amavas sem medo do amanhã. Já não sou essa realidade estática e estanque. Agora há dinamismo em mim. E vontade. Vontade de fazer cada segundo valer realmente a pena. Sem perder de vista o resto do mundo. Por que isso seria perder cada vivência por amanhecer, cada verdade por conhecer, cada dor por sarar, cada alegria por partilhar. Seria perder a possibilidade de ser mais e melhor. Não ser mais do mesmo, mas mais do diferente, do "eu", da verdade, da vontade, da luta.
É tarde. Não para relembrar tudo o que passei ( não há noite que não pense nisso), mas para voltar ao que fui. Ainda que um dia a realidade regresse, essa realidade regresse, só a receberei de braços absolutamente abertos se ela me aceitar assim. Nova. Diferente. A Mariana real cujo nome do meio é utopia.
MFG

Sem comentários:
Enviar um comentário