Almeida Garrett, coloca numa das suas obras mais relevantes a seguinte questão: ‘E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico? ‘
Esta pergunta tem permanecido sem resposta, provavelmente porque, tal como muitas vezes acontece, a resposta dos economistas políticos é ‘depende’. Depende porque não é a eles que a pobreza chega, porque não é a eles que a pobreza limita quando não se é limitado, porque não é o corpo deles que gela de frio, porque não é o estômago deles que está colado às costas. Depende sempre. Mas é este relativismo que faz da sociedade aquilo que nunca se deveria ter tornado: uma sociedade capitalista, sem sentimentos, sem a lágrima que cai quando um ser humano dorme na rua, quando um ser humano se sujeita a tantas indignidades, quando um ser humano, deixa de acreditar que há saída e só deseja adormecer para nunca mais acordar. É isto que fazes tu, ó capital!
MFG
EU considero que relativamente ao país estamos de acordo no que diz respeito as dificuldades dos portugueses.Eu nesta altura tenho dificuldade em perceber como é que se aumenta os impostos á classe média e o governo vai injectar 500 milhôes de euros no BPN para completar a privatização desse banco.Ond está a coerência,a competência,o rigor,etc,sabes o que é frustante é que este PS corrupto e imconpentente vai ser subestituido por um PSD imcompetente e corrupto.
ResponderEliminarHoje eu penso:Porquê adiar o inadiável?,vamos resolver a questão de uma vez.....saia-mos á rua meus caros.....VAMOS MUDAR PORTUGAL DE UMA VEZ POR TODAS....