Vivemos uns contra os outros numa espécie de redoma de vidro. Achamos que ao não incluirmos os outros na nossa vida, nos protegemos deles. Mas não é essa a verdade. A verdade é que só nos protegemos de nós próprios. Nunca abrimos o nosso coração à nossa alma. Nem a nossa alma à nossa cabeça. É indecente! É indecente acharmos que podemos ter todas as vidas à nossa volta se ainda nem temos a nossa própria vida. É injusto acharmos que as outras realidades nos conseguem compreender se nós não fazemos o mínimo esforço para as compreender.
Vivemos num plano paralelo. Num plano que não é nosso. Ou é porque queremos e não temos o que queremos, ou então, temos o que não queremos. Perdemo-nos ao tentarmos encontrar-nos. Encontramo-nos quando achamos que nos tínhamos perdido. Somos, assim, um vazio tão difícil de preencher e um preenchimento tão vão.
MFG
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