janeiro 23, 2012

Felicidade

Começo a aperceber-me de que muitas das coisas que jurei nunca fazer, já as fiz e que muitos dos pensamentos que prometi nunca ter, não saem da minha cabeça.
Afinal, que há de diferente entre mim e os Outros? O que me separa do meu par? O que me diferencia do meu amigo?
Às tantas, talvez sejamos realmente todos iguais (no sentido espiritual e no sentido "real") no sentido em que nada nos distingue, exceptuando o aspecto físico (irrelevante já que me estou a referir a um plano espiritual). Dizem que no limite, todos queremos ser felizes e até posso concordar. Acho apenas importante diferenciar dois tipos de felicidade: felicidade individual e felicidade colectiva. A primeira depende muito da segunda (exceptuando as pessoas "naturalmente" más - será que as há realmente?) assim como a segunda depende muito da primeira uma vez que um conjunto de indivíduos felizes originam uma comunidade feliz.
Acho contudo que apenas a forma de atingir a felicidade é um factor distintivo dos seres humanos - será? Será que existe sequer uma forma, uma maneira de atingir a felicidade?Ou existirão várias? E alguma delas apresenta resultados?
Não sei. E é basicamente isso que descubro todos os dias: que não sei. Não sei se há uma forma de encontrar a felicidade, a qual relaciono em grande parte com a paz interior, ou se existem várias. Ou se não existe nenhuma. Ou se nem sequer existe felicidade, mas apenas laivos momentâneos de felicidade.
Concluo, de forma nada inovadora ou irreverente, reiterando que nada sei, que quanto mais penso mais dúvidas tenho e que este género de monólogos que travo comigo própria, apenas me tranquilizam na medida em que são libertados, na medida em que me despeço deles (sem deles me despedir) e procuro encontrar, assim, a minha felicidade. Mesmo não sabendo o que é, se existe, como achá-la e seduzi-la, eu acredito. E é isto que faz de mim uma pessoa feliz.

MFG
22-01-12

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