Letras tristes e longínquas.
Numa cidade sem tempo, onde voa o pensamento da loucura a acontecer.
Letras deveras sombrias que espiam um novo beijo rogado, num mar imensamente molhado, onde predominam as heranças de vestes de seda, fruto puro da imaginação, onde cabem mágicos e sonhos na palma da mão.
Onde há palavras distintas como um sinal divino entre a vida e o destino, que soam como um hino, um hino ao passado que não passou ainda.
E tudo se desenrola sem começo, meio ou fim.
Mas quem é mais do que o tempo?
Quem é maior do que o tempo que trouxe as palavras?
As letras, também elas mero fruto da imensa paixão, também elas um beijo rogado, neste mar imensamente molhado, se deixaram quebrar.
Como o barco que naufragou em alto-mar e por isso, não chegou ao cais.
Como o traunseunte inconveniente que incomodou uma conversa importante.
Assim o tempo decidiu sair dos eixos.
E deixar-nos confusos, sem saber se agora é tarde demais, ou se afinal não.
Sem saber quantas vezes mais o silêncio se vai fazer sentir, e vai gritar como o coração grita sem ninguém o ouvir.
MFG

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