maio 12, 2010

desistir é morrer

Desistir é morrer!
Eu venero a ideia do ideal, do sonho, no fundo, da alienação que existe em querer tudo, para no fundo, não querer realmente nada. Mas ainda sou capaz de ter a noção da realidade. Da realidade dos outros, não da minha. Ou então da minha, não da dos outros. Todavia, tenho noção da realidade. E sei bem como as coisas acontecem. Se pensamos demasiado no que vem, quando vem, já não vem o que pensamos, mas vem o que vem. Eu sei que tu não queres isso. Mas, se pensamos no que há e não pensamos no que vem, jamais estaremos preparados para o que poderá vir. Só que, necessariamente, jamais estaremos preparados para o que virá. Talvez os deuses os estejam. E como eu não acredito em deuses, prova-se a minha tese. Jamais estaremos preparados para o que virá. É fácil de constatar. Nós somos hoje uma realidade tão fraca, tão falsa uma vez que amanhã seremos uma outra realidade tão fraca, tão falsa, mas outra. Inexoravelmente, outra. Inevitavelmente, outra. E, eu não sei até que ponto, estás preparada para isso. Para entender que levar a vida a sério não é deixar de brincar com ela: é brincar ainda mais. Sentir não é necessariamente um padrão. Aliás, sentir não é de todo um padrão. É uma verdade individual. Não detenhas a vida dentro de ti só porque outra vida acha que depende de ti. Ela não depende de ti. Superamo-nos a nós mesmos nessas encruzilhadas que não conhecemos, nem temos capacidade de conhecer. E superamo-nos, porque somos seres fracos e falsos, seres que se desconhecem em situações que não têm capacidade de antever, controlar ou modificar à partida, mas apenas no fim. É isso mesmo que não quero que te aconteça. Que o destino te mantenha nessa paisagem idílica que idealizaste durante muito tempo. Eu não quero que vejas o que eu vejo.

MFG

1 comentário:

  1. podia dizer que a ela a quem te referes podia ser eu, mas dir-me-ás um dia...

    ADORO_TE
    ^^
    beijinhos

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