Eu luto para esquecer, para seguir em frente sem pestanejar, sem chorar, sem sofrer, mas agora custa. Custa porque eu sei o que foi ser feliz ao extremo, sentir o céu sem sair da terra. Eu sei o que foi olhar os teus olhos e saber de cor o resto da minha vida. E eles não me mentiram. Fui eu que os li mal. Sempre fui má a apostar. A dar vida toda. Apostei mal, tão mal. Mas apostei. Apostei e agora dói. Não por ter apostado, mas por ter perdido. Não a ti, mas a nós. Ao que fomos, ao que éramos. Ao que construímos e que no fundo nada era porque uma simples tempestade o destruiu. E agora a minha vida mudou. Nem sequer consigo imaginar-te dentro dela de novo. Não posso sequer imaginar isso. Não encaixa, entendes? Não faz sentido. Guardo a memória porque sei que posso ser confortada por ela. Nada mais que isso. E não quero dizer a mim própria o que se está a passar neste momento. Acho que estou a começar a sentir algo por uma pessoa, mas não faz sentido. Não que não faça sentido em si. O que não faz sentido é a forma, o como, o quando. Mas para mim nunca nada fez sentido, todos sabem disso. Sempre vivi assim. Com o não-sentido das coisas. Da realidade. Queria amar de novo, claro que queria. Só que não queria infantilidades como as tuas. Medos como os teus, escondidos nessa força que não tinhas. Parvoíces constantes. Incompreensão. Eu queria amor. Amor daquele louco. Daquele insensato. Mas amor daquele compreensivo, daquele diferente, daquele que não tive. Talvez esta pessoa não seja capaz disso. Talvez eu não seja capaz disso, mas gostava de ter uma oportunidade. É certo que gostava. Gostava que essa pessoa percebesse. Um dia vai perceber. Um dia eu vou perceber se isto não passou de um sonho. O defeito era só um. A verdade será sempre a mesma que a minha. Eu queria tentar, e se tiver oportunidade, que é que custa afinal? Ao som desta música até me arrependo do que não fiz com outra pessoa. Era só mais uma mas por segundos tinha sido mais feliz. Sinto falta ainda que fosse plástico, ainda que fosse cobre falseado. Ainda que fosse ouro mentindo. Eu sei o que eu quero. Eu sei quem sou. Já pouco mais me interessa. E um dia isto vai correr bem. Como eu sempre quis.maio 08, 2010
MG
Eu luto para esquecer, para seguir em frente sem pestanejar, sem chorar, sem sofrer, mas agora custa. Custa porque eu sei o que foi ser feliz ao extremo, sentir o céu sem sair da terra. Eu sei o que foi olhar os teus olhos e saber de cor o resto da minha vida. E eles não me mentiram. Fui eu que os li mal. Sempre fui má a apostar. A dar vida toda. Apostei mal, tão mal. Mas apostei. Apostei e agora dói. Não por ter apostado, mas por ter perdido. Não a ti, mas a nós. Ao que fomos, ao que éramos. Ao que construímos e que no fundo nada era porque uma simples tempestade o destruiu. E agora a minha vida mudou. Nem sequer consigo imaginar-te dentro dela de novo. Não posso sequer imaginar isso. Não encaixa, entendes? Não faz sentido. Guardo a memória porque sei que posso ser confortada por ela. Nada mais que isso. E não quero dizer a mim própria o que se está a passar neste momento. Acho que estou a começar a sentir algo por uma pessoa, mas não faz sentido. Não que não faça sentido em si. O que não faz sentido é a forma, o como, o quando. Mas para mim nunca nada fez sentido, todos sabem disso. Sempre vivi assim. Com o não-sentido das coisas. Da realidade. Queria amar de novo, claro que queria. Só que não queria infantilidades como as tuas. Medos como os teus, escondidos nessa força que não tinhas. Parvoíces constantes. Incompreensão. Eu queria amor. Amor daquele louco. Daquele insensato. Mas amor daquele compreensivo, daquele diferente, daquele que não tive. Talvez esta pessoa não seja capaz disso. Talvez eu não seja capaz disso, mas gostava de ter uma oportunidade. É certo que gostava. Gostava que essa pessoa percebesse. Um dia vai perceber. Um dia eu vou perceber se isto não passou de um sonho. O defeito era só um. A verdade será sempre a mesma que a minha. Eu queria tentar, e se tiver oportunidade, que é que custa afinal? Ao som desta música até me arrependo do que não fiz com outra pessoa. Era só mais uma mas por segundos tinha sido mais feliz. Sinto falta ainda que fosse plástico, ainda que fosse cobre falseado. Ainda que fosse ouro mentindo. Eu sei o que eu quero. Eu sei quem sou. Já pouco mais me interessa. E um dia isto vai correr bem. Como eu sempre quis.
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tão bonito ^^
ResponderEliminarcada vez mais gosto de ler os teus textos, cada vez mais gosto de te ler ^^
estás cada vez melhor e a subir de nível de dia para dia
Adoro-te Minha perfeição ^^